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Hoje eu senti  que houve uma evolução  do ponto de vista do meu pensamento em relação ao nosso trabalho, que por sinal conscientemente não estou nesse momento chamando de “aula’.

Eu trouxe alguns objetos de uso pessoal para o nosso “encontro”: (não sei porque pus aspas na palavra encontro, acredito que ainda está meio ensaiado), um chale, um leque, um par de castanhola, um par de brincos vermelhos de pedra , uma flor de por no cabelo e uma maquiagem. Todos esses objetos possuem um certo valor  estimativo. Ah! E uma bolsa linda, que ganhei  hoje, vermelha, bordada com brilho. Eu adooooro brilho!

Bem o trabalho foi diferente. Eu me  conduzi, quase todo tempo. Arrumei meus objetos (concluímos que a disposição que dei pareceu um altar) e comecei o processo de respiração. Eu gosto disso, é um momento que entro em contato comigo mesma. A partir daí fiz todos os movimentos, que por mim mesma decidi fazer. Houve muito pouca interferência da Deinha. Claro que, inicialmente eu me senti muito travada e cautelosa, sem saber direito o que fazer. Fiquei surpresa no final, quando Andréa falou que já havia passado mais de uma hora. Não senti o tempo passar. Isso é muito bom, porque de certa forma, depois do entrave inicial, o processo fluiu. Ainda sinto dificuldade de me movimentar, sem nenhuma condução. Não sei o que fazer direito.

Quando sentamos para conversar, Andrea colocou uma questão que me deixou bastante pensativa.  Ela usou a palavra hierarquia, que eu, inconsciente e também conscientemente tento imprimir nos nossos encontros. Ela é muito generosa e vê isso como um ponto a ser pensado. E ela tem razão. Então estou aqui com um enorme desafio na minha frente de exercer a minha autonomia nos movimentos.

Sâmia, que está trabalhando como assistente no nosso projeto,  me perguntou se eu em alguma hora não sentia vontade de pular… Clic!!!! Palavra chave. Eu estava pensado no que posso fazer e Andrea  (parece que leu meu pensamento) perguntou, será que você pensa no que pode ou não pode fazer? E eu estava quase pensando :  e eu posso pular? Isso foi muito bom!

Vou sair daqui com muita coisa pra pensar. A palavra que mais ficou em mim foi autonomia. Vou pensar nisso.

Graça

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